Bem-vindos ao Agora é que são elas

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Paixão nacional


Hoje me deu saudade de postar no blog, uma vez que estou há quase duas semanas sem passar por aqui por causa do meu baby que estava dodói, pense num trabalhão, um estresse é filho doente! E viajei também. Mas enfim, estou de volta! E sempre que o tempo permitir me farei presente.

Hoje eu vou postar sobre a mania nacional, a paixão nacional, ou como queiram citar o futebol. Estava exatamente pensando em como o futebol move as pessoas, fascina mesmo, principalmente, agora, na reta final dos campeonatos estaduais – alguns já acabaram. E aí lembrei de um monte de gente louca por seus times. Como elas matam e morrem pelos clubes, ficam com um humor escurinho quando a bandeira do time não merece ser sacudida, choram, se isolam... Meu Deus, conheço gente assim mesmo! Não é exagero, elas existem.

Confesso que sou daquelas que chora quando o time perde, fico tão inconformada que pego briga na segunda-feira com quem ousar lançar uma ironia em relação ao meu time. Mas to longe de fechar a cara para o mundo e achar que a vida acabou. Aliás, na minha humilde opinião, acho péssima a ideia de fanatismo exagerado – é redundância chamar fanatismo de exagerado? Sou da opinião de que a vida é melhor vivida através do equilíbrio. Aquela história do “nem 8, nem 80”.

Pois é pessoas queridas, mas tem gente que desconhece o equilíbrio das coisas quando o assunto é futebol. Chora, chuta a cadeira, joga o radinho de pilha contra a parede, sem mencionar os nomes feios que parecem sair numa naturalidade que até se tornam bonitos – aliás, os palavrões nessas horas têm um poder incrível, parece até que acalmam. Deviam fazer um estudo sobre “o poder dos palavrões”.

Ah, e os “mal humorados da estrela”, que ouvem os comentários antes, durante e depois do jogo, quando o time perde, definitivamente, esquecem o depois. Alguns esquecem o depois mesmo, se escondem do mundo, da “humilhação” e principalmente do amigo engraçadinho que, certamente, fará uma piadinha de MAL GOSTO e SEM GRAÇA. “Ah, que vontade de nem olhar mais na cara daquele piiiiii”. Outros se isolam do mundo e dos comentários da TV por uns... 15 minutos hahaha só para a adrenalina baixar!

Mas é isso que constrói o futebol. São as pessoas. As pessoas fanáticas desenfreadas, as calminhas que nem parecem torcer, as otimistas (na próxima o time ganha), aquelas que “nunca mais torço para esse time”, as arremessadoras de rádios, aquelas dos palavrões, as que inventam canções "de guerra" e batucadas e tantas outras que fazem do futebol o esporte mais heterogêneo do planeta. Sem essa mistura gostosa o que seria do esporte paixão nacional, aliás, talvez, nem paixão nacional se tornasse. Abro um parêntese aqui para dizer que excluo da lista os “torcedores” que levam violência ao estádio e se matam nas ruas de modo imbecil.

Enfim, torcedor é uma arte em estado puro, e, independente das cores e dos escudos, é lindoooo de se ver!!
Ah, postei uma foto de super torcedores, que enfrentaram um temporal no Maraca - afinal tem de ser torcedor de baixo de chuva e sol - e ainda viram seu time perder, infelizmente...
Abs

sexta-feira, 16 de abril de 2010

E 87 vai para... e a Taça das Bolinhas vai para...


As cores em comum nunca foram motivos para uni-los. Um no Nordeste, outro no Sudeste. Nada em comum até o primeiro momento, só até o primeiro instante. Tudo muda até fazer uma retrospectiva e voltar ao ano de 1987. O que tem de especial neste ano? Um campeão brasileiro, que, só no dia 14 de abril de 2010, foi carimbado de fato. Sport Club do Recife e Flamengo há exatos 23 anos “não se entendem” por causa do título deste referido ano, ô peitica!!! Ninguém agüenta mais! Quando os dois times se enfrentam, cada torcida que coloque cartazes: 87 é nossoooo. E complementando a “briga”, ainda entra o São Paulo na disputa com o Fla pela Taça das Bolinhas, como ficou conhecido o troféu que seria entregue ao primeiro clube que fosse campeão cinco vezes do brasileiro.

Voltando ao tempo: no campeonato brasileiro de 1987 havia dois módulos. O primeiro e o segundo lugar do módulo 1 enfrentaria o primeiro e o segundo do módulo 2. O Fla venceu o módulo 1 e o Sport foi o campeão do módulo 2, que teve o Guarani em segundo. O rubronegro carioca se achou já campeão do brasileiro e não enfrentou o clube recifense, perdendo por W.O. ou Walkover (em inglês), que é a atribuição de uma vitória a uma equipe quando o adversário não comparece. Assim, o Sport enfrentou o Guarani e se tornou campeão de 87. Tanto que a CBF liberou o passaporte do Sport e do Guarani para participarem da Libertadores no ano seguinte.

O grande problema é que o Fla nunca se conformou. Aliás, ainda hoje, mesmo com o martelo batido da CBF. E as emissoras de TV contribuem muitíssimo com esse “sonho” do time carioca. Quem não lembra, no ano passado, quando o Flamengo venceu o brasileirão? Nas telas explodiam fogos de artifício, lantejoulas, papagaio, periquito e letras bem gigantes de: HEXA CAMPEÃOOOO. Achei aquilo péssimo, não porque sou rubronegra pernambucana e tricolor paulista, mas porque estavam passando por cima de uma decisão maior, querendo impor a qualquer custo um título que nunca foi deles e desmerecendo o único hexa brasileiro: o São Paulo. Pois é queridos e queridas, o time já conquistou seis Brasileiros e só viu a Taça das Bolinhas por foto. As cinco conquistas exigidas o tricolor já abocanhou faz tempo e a CBF ainda não mandou a taça para o Morumbi. Por que? Por que?

A briga parecia ter chegado ao fim, quando, depois de 23 anos, a CBF resolveu deliberar esta polêmica, na última quarta-feira – finalmente. O título de 87 é mesmo do Sport e a Taça das Bolinhas vai mesmo para o São Paulo – agora os robronegros podem colocar cartazes “87 é nossooo”. Não contente com a decisão já esperada, o Flamengo se pronunciou e disse que a briga apenas começou ai ai ai. Segundo a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o clube carioca vai lutar para ficar com o troféu. Ela disse estar preparada para enfrentar uma disputa jurídica e política para provar que o clube carioca foi o verdadeiro campeão brasileiro de 1987. Quer mesmo reverter a situação a danadinha. Será que vale a pena mais uma disputa mulher? Mais alguns anos criatura? No futebol quase tudo vale a pena.

Pois bem, a quem interessar, a Taça das Bolinhas tem nome (chamada oficialmente de Troféu Copa Brasil) tem história, mas não um dono pacífico. Se a disputa fosse por um jogador de milhões, a perda seria mais aceitável para qualquer uma das partes. Mas trata-se de título, de honra, de ego, o que vale muito no futebol. Aliás, uma taça em disputa é a síntese deste esporte que movimenta milhões, não é verdade? Dizem até que hexa é luxo, se é verdade, um título ou uma taça deve valer mesmo a pena anos e décadas de disputa. Por enquanto, 87 é do Sport e as bolinhas segue para o Morumbi.
Abs

terça-feira, 13 de abril de 2010

E vai fazer o quê???


Olá amigos e amigas,
Entre os clubes que disputam os estaduais, apenas um está invicto. E já falei sobre isso aqui. É o Sport Club do Recife. Mas meu esposo ainda acrescentou um dado que não sabia: é o único que ainda não perdeu também na Copa do Brasil. Não custa lembrar os números: o atual tetracampeão estadual - invicto em 2009 -, é o líder do campeonato pernambucano e tem 11 pontos de vantagem sobre o Náutico, segundo colocado. Isso quer dizer que o Leão da Ilha não perde na competição desde março de 2008. São 48 jogos sem saber o que é derrota. Este ano, venceu 17 vezes e empatou sete. 53 gols marcados e 19 sofridos. É um bom histórico, não é verdade!? Isso importa? É bom para o ego e para as notícias... Amanhã, um novo desafio para manter a invencibilidade. Vai jogar pelas oitavas de final da Copa do Brasil contra o Atlético mineiro, lá em Minas, ou fora de casa, como dizem. Acho que o Sport vem honrando a fama de “papai da cidade”. Nos últimos três campeonatos, não houve nem final. O time faturou turno e returno, e festejou de forma antecipada.

Fiz toda essa retrospectiva para lembrar que, talvez, isso não sirva de nada. Tudo por causa do bendito novo regulamento. Vamos às explicações para as mulheres que não estão afinadas com o futebol. O campeonato é divido em dois turnos. Todo mundo se enfrenta uma vez. Cada partida conquistada vale 3 pontos, empate vale 1 e derrota nenhum pontinho. Ao final, quando todos se enfrentarem, o que obtiver mais ponto é o vencedor, quer dizer vencedor do primeiro turno. E o que ganha: passaporte para a final. Então, vamos ao segundo turno. Novamente, todos se enfrentarão, só que dessa vez, em campos contrários. Ex: quem jogou em casa, agora joga na casa do adversário. No final, quem obtiver mais pontos, ou seja, for o campeão do segundo turno, ou returno, vai para a final com o campeão do primeiro. No caso do Sport, nas três últimas edições, foi campeão do turno e returno, e não precisou nem de final...

Este ano, a fórmula mudou, e para conseguir o pentacampeonato pernambucano, o Sport encara um regulamento diferente. Em vez de turno e returno, existe uma primeira fase com jogos de ida e outra com jogos de volta. Os quatro melhores, com melhor pontuação, avançam às semifinais. O primeiro colocado enfrenta o quarto colocado (em jogos de ida e volta) e o segundo encara o terceiro - o Sport assegurou a primeira posição com sobras. Daí, os respectivos vencedores se enfrentam na grande final. Se fosse pelo regulamento do ano passado, o Sport, neste momento, já seria campeão antecipado novamente.

O Sport pode perder o título, mesmo invicto, se empatar com gols em casa e sem gols fora de casa, por exemplo. O único benefício que tem com a melhor campanha é fazer a segunda partida dos confrontos decisivos na Ilha do Retiro. Eu acho tão injusta essa fórmula!!! Desse jeito, não vence o melhor, vence quem tiver mais sorte, num determinado dia, numa determinada partida - mas futebol é assim, nem sempre vence o melhor, nem sempre é justo. A campanha de invencibilidade, neste caso, pode não valer nada. Abertamente, a Federação Pernambucana defendeu a mudança para equilibrar a competição. Dá equilíbrio, é verdade. Dá mais emoção, é verdade. Mas não estou à procura de emoção, muito menos de equilíbrio. Por que tem de mudar as regras sempre? Acho injusto e pronto. Será que querem, de alguma forma, e de que qualquer forma, impedir o hexa – que pode vir no próximo ano???? Vai saber...

Homens de preto


Hoje eu vou falar, e até defender, a figura mais xingada durante os 90 minutos de uma partida de futebol. O árbitro, no Brasil também chamado de juiz, é o responsável por fazer cumprir as regras. É ele quem deve intervir quando uma regra é violada ou sempre que necessário. E se é ele quem manda, FARIA mais sentido se os jogadores e torcedores respeitassem a figura do homem de preto que, com seu apito, comanda a partida. FARIA sentido, mas ele está longe de exalar respeito. Pelo contrário, é o profissional mais xingado do mundo... e coitada da mãe dele, parece até que cometeu um grande pecado ao colocá-lo no mundo, sofre tanto ou mais xingamentos que o filho.

O juiz nunca agrada a todos, ou melhor, sempre desagrada a uma das partes. É fato: 50% vai sair insatisfeito. Se lança um cartão amarelo para um jogador, a torcida contrária acha o máximo, já a outra... ainda bem que não pode entrar em estádios com pedras, objetos cortantes, e, agora, proibiram as latinhas de cerveja e refrigerante hahaha Ainda bem mesmo, pois já pensaram o festival de objetos que ia parar no campo a cada lance mal marcado? Sem contar nas maldições... são muitas.

Estou lembrando os palavrões que já ouvi numa partida de futebol. Seja quando dá um impedimento mal marcado, um cartão vermelho acertado, um gol anulado ou uma falta merecida, ele vai ser xingado. Não adianta, em decisões erradas ou certas, o coitado vai escutar. E quando se engana, ai sim, o pobre não tem chances, não merece descontos nem em lances polêmicos. Ele literalmente não tem direito de errar. A cada apito, a cada marcação, a polêmica está lançada. Discussões acaloradas por vir...

Ô papel ingrato! Corre mais do que todo mundo. É obrigado a seguir a bola entre os pés alheios durante a partida inteira – e não pode nem tocá-la. Não pode tirar o olho dos jogadores. Deviam ter olhos tortos. É um olho na bola, outro no jogador que lança a bola, e deveria ter outro virado para o jogador que vai receber a bola. Aliás, sempre penso nisso: como eles sabem se foi impedimento??? Por isso, destaco, aqui, a importância dos auxiliares, os famosos “bandeirinhas”, que têm uma função significativa na partida.

Mas quer saber? O futebol não teria a menor graça sem ele e seus... hummm, digamos, seus “apelidos” e seus erros e acertos. Os comentários de domingo à noite na TV, a resenha do rádio após a partida e as discussões da segunda-feira pela manhã não teriam o mesmo fervor. Afinal, tudo é culpa do juiz. Quem nunca ouviu um torcedor dizer: “foi culpa do juiz”, “Aquele FDP fez meu time perder”, “Se o juiz não tivesse anulado o gol”, “Se o juiz não tivesse marcado o impedimento”, e blá blá blá... Olha que frase interessante: “os derrotados perdem por causa dele e os vitoriosos ganham apesar dele”, li num livro haha. É mesmo o álibi perfeito para os erros, explicação para todos os males.

A pergunta é: isso é justo??? O homenzinho de preto está ali para fazer cumprir regras. E tem apenas um segundo para apitar algum lance. Enquanto nós, sentadinhos no sofá, no maior conforto, com todos os aparatos tecnológicos a nossa disposição, com tira-teimas, nos achamos capazes de julgar. Será que somos mesmo? O mais injusto é que, em um segundo, se tratando de futebol, nem o papa pode errar. E até sua santidade seria xingado se fosse juiz – e sua santa mãe também. Mas o que vale mesmo é o amor pelo esporte e a paixão que envolve toda a revolta do torcedor. Assim, homens de preto, perdoai os que te ofendem!!!
Abs

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Goal, golo, laduma, goooool...


Olá queridos,

O post de hoje é sobre gol. O que faz 22 jogadores passarem 90 minutos ou mais correndo atrás de uma bola. Aquilo que sacode um estádio inteiro. Que faz pessoas gritarem num gesto quase de loucura. O que faz o povo se abraçar sem se conhecer. Aquilo que faz carros buzinarem nas ruas e acordarem meu filho. Aquilo que, por outro lado, deixa algumas pessoas tristes, mal humoradas e carrancudas. A bola quando balança a rede tem o poder de tudo isso sim. Não duvidem porque o gol pode fazer muito mais – já vi casos de pessoas terem um treco e irem bater num hospital de tanta alegria.

Eu sei que todo mundo já sabe, mas, como jornalista, tenho a mania de contar pormenores. Então lá vai: um gol, em termos mais técnicos, é o ato mais importante do jogo de futebol e desportos similares, e ocorre quando a bola ultrapassa por completo uma barreira imaginária definida por uma linha branca (entre as traves) desenhada com tinta no gramado, que tem medidas regulamentadas – não sei quanto. Ah, não podemos descredenciar o futebol não -oficial, aquele que é jogado nos clubes e até mesmo nas ruas e praias. Neste, as traves e a cal podem ser trocados por dois paus, duas pedras ou dois chinelos hahahaha Atire a primeira pedra quem nunca brincou assim ou, pelo menos, já presenciou um monte de moleque o fazendo???

Existem vários tipos de gols (por sinal é a única palavra em português que termina em “ls”, o plural não deveria ser golos ou até mesmo gois? rsrs), como o gol de cabeça, o gol de letra, o gol olímpico, o gol de falta e o de pênalti. Na verdade, isso nem importa muito, principalmente para as mulheres, a bola tem de entrar e ponto final. Nunca entendi muito bem porque homem se importa tanto com gols bonitos, até enquete fazem: “os 10 gols mais bonitos”, “o gol mais bonito da semana”, “os 50 melhores do século”... aff, será que isso é tão importante assim??? Tem jogador que, às vezes, perde um gol que até minha avó faria, só para tentar fazer um gol olímpico. Particularmente, acho lindo o gol quando é chutado com toda intensidade, que o goleiro não vê nem o azul da bola – aliás, por que essa expressão, se as bolas são predominantemente brancas, não deveria ser: não viu nem o branco da bola? hahaha. Bom, eu adooooro gols assim. Tem de balançar a rede com força. Acho lindo. Sempre que fazem um assim, eu grito: golaço. Nem sei se foi mesmo, só sei que foi forte. Lembram de Branco da seleção??? E Roberto Carlos, atualmente no Corinthians??? Meu Deus, eu ia morrer se uma bolada deles batesse em mim!!!

Voltando ao assunto: Sabiam que a palavra gol vem do inglês goal? Goal significa meta, objetivo a ser alcançado. Faz muito sentido, uma vez que “gol” é o objetivo a ser alcançado num jogo. Assim como tantas outras palavras, no Brasil, os termos do futebol eram usados em inglês, e, quando foram, aos poucos, aportuguesados, o "goal" virou "gol". Ainda bem que não tentaram traduzir, apenas adaptaram. Já pensaram Galvão gritando: metaaaaaaaaaaaaaaaaa ou objetivo alcançadoooooooooooooooo kkkkk Não rola... Ah, só por curiosidade, em Portugal gol é golo e o plural é golos. Apesar de parecido com o nosso, é meio estranho não é mesmo?? Só vem na minha cabeça Galvão gritando goloooooo kkkk.

Já que a copa da África do Sul está chegando, fui pesquisar como se diz gol por lá. Ladumaaaaaaaa. Pois é, gol na África é laduma – nos outros países eu não sei, acho que é gol mesmo, é melhor né!! Bom, laduma é uma expressão Zulu que significa “ficar famoso”, “trovejar” ou “fazer barulho” e é usada pelos narradores de futebol para comemorarem o gol. Salvo engano, o país possui, fora o inglês, outras 10 línguas oficiais. Numa transmissão, por exemplo, pode um repórter narrar em inglês, aí entra outro e fala em africâner, que é a língua nacional, e um narrador em outra língua, como o zulu. Já pensaram a confusão que deve ser. Ainda bem que no Brasil, no máximo, o que percebemos de diferença são os sotaques. Uns falam “a bola passou perrrrto da trave”, frisando o som do r, como os locutores do interior de São Paulo, e outros falam “oxentee, colocou a bola para foraaa”, como aqui no NE hahaha.
Ainda bem que o futebol tem linguagem própria e entendimento universal.
Abs

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Invencibilidade!


Queridos amigos,
Em hipótese alguma este blog tem a intenção de ser partidário, mas também não posso deixar de comentar e elogiar meu time. E, por se tratar do time do coração, peço desculpas desde já se eu me empolgar um pouco nas palavras e elas se tornarem pleonásticas.

O motivo da felicidade é que, após o empate de ontem a noite por 2 x 2 contra o Ypiranga, na Ilha do Retiro, o glorioso Sport somou 48 pontos e chegou aos 48 jogos de invencibilidade no Campeonato Pernambucano. Na edição atual da competição, esta foi sua 21ª partida invicto. Legaaaaaaaaaaaaal!!! Ah, e outro detalhe que não pode deixar de ser dito de jeito nenhum é que é o único time do Brasil que está invicto em seus respectivos campeonatos estaduais. Legaaaaaaaaal ao quadrado!!!

Isso é um feito e merece comemorações, apesar de ter muito marmanjo reclamando do empate de ontem. Mas as mulheres procuram ver o lado mais glorioso das coisas, pelo menos quando se trata de futebol. E, por isso, prefiro, ao invés de reclamar da má atuação de ontem (ou elogiar a boa marcação do adversário), comemorar a marca da invencibilidade. Ah, e dizem por aí que o Sport tá sobrando na competição.

Apesar do “infeliz” regulamento do campeonato pernambucano deste ano (isso vai ser outro post, que minha amiga Fernanda disse que eu falo muita coisa no mesmo post, mas eu vou me disciplinar, viu amiga), o Sport Club do Recife segue absoluto no estadual. Atual tetracampeão, o Leão segue forte rumo ao pentacampeonato. E próximo ano, quem sabe, hexa deixa de ser luxo, here we go!!! Oremos!
Abs

O mundial é deles!!!


Começa no dia 11 de junho, na África do Sul, a Copa do Mundo 2010, o maior evento futebolístico do planeta. Que grandiosidade (o maior evento do planeta), falei assim para causar impacto mesmo ;) Meu Deus, agora me dei conta do quão perto está!!! Fazendo as contas: faltam exatos 2 meses e 3 dias, ou 65 dias, se preferirem. Pouco tempo mesmo para um continente que esperou tanto, afinal o futebol, em um mês, vai colocar a África no palco, no centro das atenções, ou seja, vai conseguir um feito que séculos não conseguiram.

A África é tão estereotipada por pobreza, miséria, guerras civis, apartheid, entre tantos outros males, que merece virar estrela, ao menos uma vez, mesmo que seja assim, bem rápido, como uma estrela cadente. Esse “mês cadente” vai ser tão importante para aquela população, que aposto que vão se esforçar o máximo para fazer uma festa linda, alegria eles têm de sobra... Foi o que mostrou a Copa das Confederações 2009 – espécie de treino para a Copa do Mundo. Eles são alegres, dançam o tempo todo. Achei legal demais!! Por sinal, tanta gente reclamou deste campeonato (o Brasil foi o campeão), que foi sem brilho, sem vida, e, por isso, julgam que a Copa 2010 será um fracasso, pois dizem: a Copa das Confederações é um espelho da Copa do Mundo, ou vice- versa, o que vocês preferirem. Eu prefiro dá um desconto e achar que vai ser tudo lindo.

A África não é só miséria, tem seus encantos. E, agora mais do que nunca, lutam contra o descrédito para representar bem os 52 países que já estão arrumando as malas – e eu louca para arrumar as minhas também. Para mim, ela está pronta! Pelo que anotei, são dez modernos estádios e um investimento de cerca de R$ 8 bilhões em infraestrutura. Problemas? Sim, eles existem, como em qualquer outro lugar – agora mesmo, o Rio se acaba em chuva, e Lula diz que a cidade está pronta para a Copa e para as Olimpíadas, e quem vai contrariar???

Ouvi dizer também que os europeus, tão pertinho, não estão comprando ingressos. Problema deles, o mundial é mesmo dos africanos este ano. E se eles têm condições ou não de sediarem a World Cup, só em junho saberemos. Cabe agora jogar o preconceito na latinha do lixo e torcer que seja uma festa bonita e harmoniosa.

Eu já estou ansiosa e já consegui, inclusive, minha tabelinha para marcar o placar dos jogos e acompanhar cada passo da nossa seleção Canarinho – aliás, meu marido conseguiu a tabelinha num restaurante e eu, digamos, “ganhei” dele hahaha Quem mandou pegar só uma!!! Para quem não sabe, Canarinho é o codinome da nossa seleção, assim como a Espanha é chamada de Furia, a Bélgica são os Diabos Vermelhos, a Itália é a Azurra e a Holanda é a Laranja Mecânica ( acho o máximo esse). Particularmente, adoro esses nomes carinhosos, não sei se aumentam o patriotismo ou se não servem pra nada, o fato é que acho legal ter um nome pra chamar a seleção. Dá até mais opção ao narrador hahaha Em vez de ficar: "Holanda, Holanda, vai chegando com perigo a Holanda”, ele tem a possibilidade de dizer: “e vem chegando com perigo a Laranja Mecânica”. Adooooro!!!! kkkkkkkkkk

Falando em nomes, deu curiosidade de saber como surgiu o nome “Canarinho”, imaginava eu, fosse pela cor da camisa, aí fui pesquisar para confirmar. Olha o que descobri: “a camisa verde-amarela, símbolo do futebol-arte no mundo, nem sempre foi o primeiro uniforme do Brasil. Até 1950, quando a Copa do Mundo disputada em nossas terras, a seleção jogava com camisas brancas e golas azuis. Depois da derrota para o Uruguai, no Maracanã lotado, por 2 a 1, os dirigentes resolveram mudar nosso uniforme. Foi feito um concurso nacional em 1953. A exigência era que a nova vestimenta tivesse as quatro cores da bandeira nacional. O vencedor foi um jovem gaúcho de 19 anos, Aldyr Garcia Schlee, que criou o uniforme verde-amarelo. As camisas fizeram sua estréia em 1954, na Copa do Mundo da Suíça. E, durante esta competição, nasceu o apelido ‘Seleção Canarinho’, obra do radialista brasileiro Geraldo José de Almeida”. Legal né?????

Gente, vamos falar dos jogos agora. O Brasil está no grupo G, que inclui Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. A estreia será contra os coreanos, em Joanesburgo, no dia 15 de junho, às 16h30, horário de Brasília. Nesta mesma bela cidade, os brasileiros enfrentarão a Costa do Marfim, no dia 20, também às 16h30. E encerra sua participação, na primeira fase, contra Portugal, do bonitinho Cristiano Ronaldo, no dia 25, às 12 horas. A partida será realizada em Durban. Vamos torcer para que a Canarinho passe com facilidade nesta fase.

Bom, eu não entendo muito se o grupo é forte ou fraco, mas dizem que o nosso Brasilzinho, ou Brazil, como costumamos ver na tela da TV em transmissões internacionais, não deu a sorte dos últimos mundiais e caiu em um dos grupos mais difíceis. Destes adversários, na primeira fase, a seleção já enfrentou em Copas do Mundo apenas Portugal. Lembrança nada boa para quem já era nascido em 1966, quando o Brasil foi eliminado na primeira fase após perder por 3 a 1, buáaaaa. Ah, descobri também que, curiosamente, Portugal conta com jogadores nascidos em terras brasileiras além do meia Deco, que são o zagueiro Pepe e o atacante Liedson. Que legal né?? Será que eles vão nos dá desconto???

Em relação aos times que eu sei que são fortes, sondei que, se o Brasil ficar em primeiro lugar no Grupo G, pode enfrentar Espanha, Itália, Argentina e Alemanha apenas na final (ufa) se essas seleções também ficarem na liderança na primeira fase. E em um caminho mais fácil, o Brasil teria pela frente Chile ou Suíça nas oitavas, Holanda ou Paraguai nas quartas, França e Inglaterra na semifinal. Tuuuuudo hipótese!!! Mas o futebol é assim. Aliás, não sei o porquê dos comentaristas gostarem tanto de ficar prevendo o futuro. Já notaram isso? Eles ficam fazendo hipóteses o tempo inteiro. Se Fulano perder, enfrenta Fulaninho nas oitavas de final, que pode pegar, nas quartas, Cicrano caso passe por Beltrano... eu hein!!! Bom, a gente vai ver muito isso daqui a dois meses.
Abs

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vestindo o manto sagrado com todas as cores e modelos!


Oi pessoal, mulher adooora falar de roupas. Isso todo mundo sabe. E os homens??? Pasmem, eles também adoram, quer dizer adoram comprar. Quem duvida? Pois é, gostam mesmo, pelo menos quando se trata do manto sagrado, vulgo vestimentas esportivas. Meu esposo, por exemplo, tem camisas de quase todas as cores, dos mais variados times, até dos que ele nem torce. E meu pai, ah meu pai, ficou todo bobo quando os filhos deram de presente a camisa do Flu. Meu irmão mais velho venera a camisa que foi de um jogador do Santinha e que conseguiu através de um amigo, que ganhou de uma lavadeira do clube. História estranha né? Se é verdade não sei, o fato é que ele amaaa a camisa. O outro irmão, que mora no Rio, toda vez que vem ao Recife se contagia com o clima da Ilha do Retiro e sai comprando blusas. Misturas de times na família à parte, o fato é que homens dão o maior valor a estas blusas. E mulheres, acreditem, elas custam muito caro, as originais, claro. E eles só gostam das de primeira linha, principalmente se frequentam estádios. Precisam mostrar que amam o time de verdade, “entendem”? Já que a genética Neandertal não deixa assumir a vaidade, é mais aceitável que joguem a culpa no “incentivar o time”, “amor pelo time”.

A estratégia de marketing dos times virou moda, os uniformes vão das simples cores padrão dos times até o roxo, verde limão, e por que não rosa? Rosa sim, para homens com H MAIÚSCULO. São cores variadas e para diversas ocasiões: treino, passeio etc. Pois é pessoas, os jogadores têm roupa de passeio. E claro, lançam para os torcedores. Como é bom assistir (e se exibir) um jogo com a camisa mais nova do time lançada na lojinha do clube. Ah, uma estrela a mais no emblema já é motivo para aquela camisa comprada há um mês virar peça de museu e o lançamento virar uma cobiça. Obs: Virar peça de museu aqui não quer dizer que não serve mais, pelo contrário, é uma relíquia, peça de muito valor. Afinal, o intuito é fazer uma coleção...

A preocupação com o modelito em nome do marketing é tanta, que os estrategistas recorreram também a quem mais gosta de moda: as mulheres. E é um nicho de mercado que vem dando certo. Como mulher é um bicho esquisito e imprevisível mesmo, até sem gostar muito de futebol, elas compram, fazendo dos gramados uma passarela. Com mangas curtas, gola com construção especial e distintivo do clube no lado esquerdo, bem na altura do peito, as opções são muitas. São blusas, shorts, meias etc etc etc para todos os gostos e tamanhos. Eu confesso que adoooro tudo isso, é uma pena que é tão carinho, caso contrário teria todas elas.

Vale lembrar que o bom senso é fundamental quando for compor o look, para não acabar, por exemplo, colocando uma camisa muito curta quando for ao estádio, afinal corre o risco dos homens perderem algum lance do jogo, procurando outro tipo de lance hahaha Na dúvida, é bom optar pelas camisas unisex.

Pois é amigos, critique quem quiser, mas a moda não impede que mulheres visitem o guarda-roupa masculino, ainda mais se for adaptado às frescurites que todas nós adoramos. Ah, eu também acho bem legal presentear alguém com as camisas de clubes. É um presente certeiro.
Em um outro post, vou falar sobre cores de camisas porque esse já tá um pouco grande.
Abs

Aniversário alvirrubro sem festa!


Aniversário é aniversário, e tem de ser comemorado, sempre, e ao estilo de cada um, seja com uma festança, seja uma saída ou um almoço com os amigos ou um simples bolo com a família. Acho que as pessoas comemoram o niver bem a exemplo do que estão vivendo e sentindo no momento, eu pelo menos sou assim. Tem niver que não quero ver ninguém, outros quero passar só com a família e em alguns quero reunir todo mundo. Pois bem, o Clube Náutico Capibaribe, que completa 109 anos de fundação hoje (07), vai passar o aniversário digamos que sozinho, não haverá festa para celebrar a data. Pior: em clima de protestos. A comemoração, que estava marcada para próxima sexta-feira (09), foi cancelada porque, segundo a direção do clube, a crise com a torcida devido à má fase do time em campo não dão motivos para festa. Pelo contrário, a torcida alvirrubra promete realizar um protesto pacífico para cobrar mais emprenho dos jogadores amanhã, quando o time enfrenta o Central, nos Aflitos. Segundo a imprensa, os torcedores prometem uma passeata no dia do jogo. Eles vão sair da Avenida Conde da Boa Vista até a sede do clube com faixas cobrando atitude aos jogadores e empenho à diretoria – tomara que não causem tumulto no trânsito, porque Recife pára quando tem protesto, um verdadeiro caos.

Os jogadores estão cientes de que entrarão em campo neste clima de tensão. Coitados!!! Longe de mim ser alvirrubra, mas me compadeço do clube, que, ao invés de festa, receberão manifestos de desaprovação.

Sabemos que quando o time vai mal, muitos torcedores se deixam contaminar pelo ambiente de insegurança e não controlam a irritação pelos resultados ruins. Até aí tudo bem, é direito deles questionarem e cobrarem mais empenho mesmo. Mas creio que deveriam perceber a importância de apoiarem o clube quando ele mais precisa. Achei péssimo, há umas duas rodadas do campeonato pernambucano – não me lembro que jogo –, a torcida do Náutico, que compareceu em um número super baixo, cerca de 4 mil, ficou xingando o time durante toda a partida. Nota zero para eles.
E sei que o clima não é de comemoração nos Aflitos, mas niver é niver, não é verdade???

terça-feira, 6 de abril de 2010

Lugar de mulher é no estádio


Oi amigos, to tão feliz que vou fazer meu primeiro post hahaha
Bom, o primeiro é sobre mulheres no estádio. Pois é, para quem pensa que só quem vai para estádios são as famosas “Maria Chuteiras” ou aquelas duas ou três bonitonas que a Globo filma, estão enganados. Cada dia mais, os estádios recebem a presença feminina. Eu sou uma delas, embora esteja em falta há mais de um ano - o que vou explicar mais na frente deste post.

Mulher remete reprodução, maternidade e tudo que lembre coisas domésticas, certo? Errado, isso é coisa do passado. Prova disso é que elas vêm ocupando espaço e alcançando altos postos no mercado de trabalho - já repararam quantas mulheres há no seu ambiente de trabalho? No meu, pelo menos, as mulheres dominam. As mulheres estão ganhando espaço, sim, e local que antes era só para homens, elas chegaram de mansinho e firmaram a bandeira. No geral, para quem observa de fora, muitas vezes, incomoda o fato de uma mulher se preocupar com um mundo predominantemente masculino. Posso até entender: é uma coisa nova, e tudo que é novo geralmente traz receio. Mas o preconceito - se é que existe neste campo - deve ser quebrado. As pessoas precisam deixar de lado a mentalidade de que estádio é sinal de violência e violência é sinônimo de homem. Não digo que nos campos de futebol não existam brigas e tumultos. Existem, assim como em vários outros lugares predominantemente feminino. Mas há coisas melhores lá, como famílias (incluindo crianças) unidas em torno de uma cor, de um time e de uma paixão.

Assim, penso que lugar de mulher é no estádio!! E não é para ver pernas bonitas correndo atrás de uma bola ou coisas do gênero. Elas levam emoção e paixão, torcem, vibram, cantam... Elas gritam até jogadas, falam mal do juiz e, por vezes, fazem o papel do treinador escalando o time que julgam ser a melhor formação. Sem falar que deixam o ambiente muuuito mais bonito. Além disso, um domingo a tarde num estádio é uma ótima diversão - se seu time ganha, claro hahaha. Brincadeiras à parte, a presença feminina no mundo do futebol cresce, e aqueles que frequentemente vão ao estádio já estão acostumados a dividirem seus lugares nas arquibancadas com o sexo oposto. É possível ver as mulheres também dentro das torcidas organizadas. E ainda dizem que futebol é coisa de macho! Uma coisa engraçada, e que ficou super famosa, foi um cartaz no Estádio da Luz, em Portugal, véspera do dia das mães, que dizia: "Marido estamos aqui, cuida bem dos miúdos". Kkkkkk It’s great!!! Para mim, já era notória, há algum tempo, a presença de mulheres nos estádios de futebol, mas este cartaz prova que também já não precisam da companhia dos maridos, que não vão simplesmente para acompanhá-los, mas porque gostam.

Assim, amigas, vamos ao estádio e sintam-se em casa, porque lugar de mulher é no estádio!!!
Confesso que não tenho frequentado o campo de futebol porque meu filho ainda está muito bebezinho, mas assim que ele crescer um pouco mais, estaremos lá...
Ah, postei uma foto minha, do meu marido e do meu irmão no Maraca, o jogo foi Sport e "nem lembro quem" hahaha.