
As cores em comum nunca foram motivos para uni-los. Um no Nordeste, outro no Sudeste. Nada em comum até o primeiro momento, só até o primeiro instante. Tudo muda até fazer uma retrospectiva e voltar ao ano de 1987. O que tem de especial neste ano? Um campeão brasileiro, que, só no dia 14 de abril de 2010, foi carimbado de fato. Sport Club do Recife e Flamengo há exatos 23 anos “não se entendem” por causa do título deste referido ano, ô peitica!!! Ninguém agüenta mais! Quando os dois times se enfrentam, cada torcida que coloque cartazes: 87 é nossoooo. E complementando a “briga”, ainda entra o São Paulo na disputa com o Fla pela Taça das Bolinhas, como ficou conhecido o troféu que seria entregue ao primeiro clube que fosse campeão cinco vezes do brasileiro.
Voltando ao tempo: no campeonato brasileiro de 1987 havia dois módulos. O primeiro e o segundo lugar do módulo 1 enfrentaria o primeiro e o segundo do módulo 2. O Fla venceu o módulo 1 e o Sport foi o campeão do módulo 2, que teve o Guarani em segundo. O rubronegro carioca se achou já campeão do brasileiro e não enfrentou o clube recifense, perdendo por W.O. ou Walkover (em inglês), que é a atribuição de uma vitória a uma equipe quando o adversário não comparece. Assim, o Sport enfrentou o Guarani e se tornou campeão de 87. Tanto que a CBF liberou o passaporte do Sport e do Guarani para participarem da Libertadores no ano seguinte.
O grande problema é que o Fla nunca se conformou. Aliás, ainda hoje, mesmo com o martelo batido da CBF. E as emissoras de TV contribuem muitíssimo com esse “sonho” do time carioca. Quem não lembra, no ano passado, quando o Flamengo venceu o brasileirão? Nas telas explodiam fogos de artifício, lantejoulas, papagaio, periquito e letras bem gigantes de: HEXA CAMPEÃOOOO. Achei aquilo péssimo, não porque sou rubronegra pernambucana e tricolor paulista, mas porque estavam passando por cima de uma decisão maior, querendo impor a qualquer custo um título que nunca foi deles e desmerecendo o único hexa brasileiro: o São Paulo. Pois é queridos e queridas, o time já conquistou seis Brasileiros e só viu a Taça das Bolinhas por foto. As cinco conquistas exigidas o tricolor já abocanhou faz tempo e a CBF ainda não mandou a taça para o Morumbi. Por que? Por que?
A briga parecia ter chegado ao fim, quando, depois de 23 anos, a CBF resolveu deliberar esta polêmica, na última quarta-feira – finalmente. O título de 87 é mesmo do Sport e a Taça das Bolinhas vai mesmo para o São Paulo – agora os robronegros podem colocar cartazes “87 é nossooo”. Não contente com a decisão já esperada, o Flamengo se pronunciou e disse que a briga apenas começou ai ai ai. Segundo a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o clube carioca vai lutar para ficar com o troféu. Ela disse estar preparada para enfrentar uma disputa jurídica e política para provar que o clube carioca foi o verdadeiro campeão brasileiro de 1987. Quer mesmo reverter a situação a danadinha. Será que vale a pena mais uma disputa mulher? Mais alguns anos criatura? No futebol quase tudo vale a pena.
Pois bem, a quem interessar, a Taça das Bolinhas tem nome (chamada oficialmente de Troféu Copa Brasil) tem história, mas não um dono pacífico. Se a disputa fosse por um jogador de milhões, a perda seria mais aceitável para qualquer uma das partes. Mas trata-se de título, de honra, de ego, o que vale muito no futebol. Aliás, uma taça em disputa é a síntese deste esporte que movimenta milhões, não é verdade? Dizem até que hexa é luxo, se é verdade, um título ou uma taça deve valer mesmo a pena anos e décadas de disputa. Por enquanto, 87 é do Sport e as bolinhas segue para o Morumbi.
Abs
SPORT... campeão de 87, justa seja feita.Com o Sport.bjs, Ln
ResponderExcluirVocê saca muito de futebol. Tou imprecionada. hehehehe
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