
Olá pessoas amadas,
Estava conversando com meu marido sobre patrocínios no futebol e resolvi postar sobre o assunto. Aliás, está super na moda discutir patrocínio nas rodas de conversas entre torcedores. Isso porque os milhões que o time recebe, às vezes, dá mais pano para manga do que os gols marcados. É uma verdadeira briga para ganhar o título de “o maior patrocínio do futebol brasileiro”. Nada mal né...
Ah, e o Brasil, em janeiro, bateu recorde em patrocínio de futebol. As empresas aumentaram o interesse em ver suas marcas exibidas nas camisas das grandes equipes do futebol nacional e os contratos bombaram. É muito dinheiro rolando no futebol - por sinal, os valores pagos pelos patrocinadores mais as verbas recebidas pelos direitos de transmissão na televisão são quase toda a receita dos grandes clubes de futebol. O Corinthians, por exemplo, recebe do Grupo Hypermarcas um “simples” valor de R$ 38 milhões. A Batavo dá ao Flamengo R$ 22 milhões. O São Paulo recebe R$ 18,5 milhões da LG, e por aí vai...
Mas é essencial o patrocínio atualmente no futebol. Quem dera essas empresas também nos pagassem para andarmos com as marcas estampadas em nossas roupas, mas infelizmente, é o contrário né?? A gente é quem paga para usar qualquer logomarca hahaha. Mas o rendimento é bom para os dois lados. Tão bom que algumas empresas até pagam os salários dos jogadores, além de dar o valor do patrocínio “normal”.
E ainda tem aqueles times que enchem as camisas de logomarcas. Mas, em minha humilde opinião, quantidade não significa qualidade. Isso prova que o time não conseguiu um bom contrato e, por isso, precisou de muitos parceiros. Sem contar, que esteticamente é horrível, a camisa fica parecendo abadá de carnaval.
Há quem ache que patrocínios seria uma espécie de “venda” dos clubes aos patrocinadores por um determinado tempo. De certa forma sim. Mas, para mim, é uma venda de espaço, como qualquer outro. E o que seria, hoje, desses clubes sem o dinheiro das empresas? É uma troca de favores, onde os times precisam muito mais do patrocinador do que este dos clubes. Afinal, é com o dinheiro do patrocínio que os times reforçam o elenco, pagam dividas, enfim...
Gente, eu tenho de abrir um espaço aqui para falar do Barcelona, que, por sinal, foi o ponto de partida da conversa com meu cônjuge e que, por conseguinte, rendeu este post. Até janeiro deste ano, era o único dos tradicionais times do mundo que não tinha patrocínio. É o máximo, não é verdade!! Isso é que auto-suficiência, ou caberia melhor “boa administração”? Afinal se futebol é negócio, ele precisa ser bem administrado. A equipe fechou acordo com a Unicef, que estampa SEM CUSTOS a marca na camisa. Este é o único caso “inverso”, porque ao invés do time ganhar dinheiro, ele doa cerca de US$ 1,5 milhão por ano para a Unicef. Mas, em janeiro deste ano, o clube catalão anunciou uma parceria com a Turkish Airlines, companhia aérea turca, que leva o Barca num avião exclusivo para todos os jogos fora da Espanha, além da pagar quatro milhões de euros por ano, para promover campanhas usando a marca do clube e os jogadores. A camisa, no entanto, continua só com a marca Unicef. Eles podem...
Abs
Como sempre, seus textos tão show de bola, Dênia!
ResponderExcluirXero
Owww, obrigadinha ;)
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