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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Paixão nacional


Hoje me deu saudade de postar no blog, uma vez que estou há quase duas semanas sem passar por aqui por causa do meu baby que estava dodói, pense num trabalhão, um estresse é filho doente! E viajei também. Mas enfim, estou de volta! E sempre que o tempo permitir me farei presente.

Hoje eu vou postar sobre a mania nacional, a paixão nacional, ou como queiram citar o futebol. Estava exatamente pensando em como o futebol move as pessoas, fascina mesmo, principalmente, agora, na reta final dos campeonatos estaduais – alguns já acabaram. E aí lembrei de um monte de gente louca por seus times. Como elas matam e morrem pelos clubes, ficam com um humor escurinho quando a bandeira do time não merece ser sacudida, choram, se isolam... Meu Deus, conheço gente assim mesmo! Não é exagero, elas existem.

Confesso que sou daquelas que chora quando o time perde, fico tão inconformada que pego briga na segunda-feira com quem ousar lançar uma ironia em relação ao meu time. Mas to longe de fechar a cara para o mundo e achar que a vida acabou. Aliás, na minha humilde opinião, acho péssima a ideia de fanatismo exagerado – é redundância chamar fanatismo de exagerado? Sou da opinião de que a vida é melhor vivida através do equilíbrio. Aquela história do “nem 8, nem 80”.

Pois é pessoas queridas, mas tem gente que desconhece o equilíbrio das coisas quando o assunto é futebol. Chora, chuta a cadeira, joga o radinho de pilha contra a parede, sem mencionar os nomes feios que parecem sair numa naturalidade que até se tornam bonitos – aliás, os palavrões nessas horas têm um poder incrível, parece até que acalmam. Deviam fazer um estudo sobre “o poder dos palavrões”.

Ah, e os “mal humorados da estrela”, que ouvem os comentários antes, durante e depois do jogo, quando o time perde, definitivamente, esquecem o depois. Alguns esquecem o depois mesmo, se escondem do mundo, da “humilhação” e principalmente do amigo engraçadinho que, certamente, fará uma piadinha de MAL GOSTO e SEM GRAÇA. “Ah, que vontade de nem olhar mais na cara daquele piiiiii”. Outros se isolam do mundo e dos comentários da TV por uns... 15 minutos hahaha só para a adrenalina baixar!

Mas é isso que constrói o futebol. São as pessoas. As pessoas fanáticas desenfreadas, as calminhas que nem parecem torcer, as otimistas (na próxima o time ganha), aquelas que “nunca mais torço para esse time”, as arremessadoras de rádios, aquelas dos palavrões, as que inventam canções "de guerra" e batucadas e tantas outras que fazem do futebol o esporte mais heterogêneo do planeta. Sem essa mistura gostosa o que seria do esporte paixão nacional, aliás, talvez, nem paixão nacional se tornasse. Abro um parêntese aqui para dizer que excluo da lista os “torcedores” que levam violência ao estádio e se matam nas ruas de modo imbecil.

Enfim, torcedor é uma arte em estado puro, e, independente das cores e dos escudos, é lindoooo de se ver!!
Ah, postei uma foto de super torcedores, que enfrentaram um temporal no Maraca - afinal tem de ser torcedor de baixo de chuva e sol - e ainda viram seu time perder, infelizmente...
Abs

2 comentários:

  1. Concordo com vc em tudo!
    Parabéns pela iniciativa do blog. É ótimo ver que há mulheres que se interessam pelo futebol de forma tão Consciente e Inteligente.

    Abraço!

    Paulo Sales

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  2. Eu posso me denominar "torcedora do dia seguinte"... Nada melhor do que ler sobre o jogo no dia seguinte no jornal e ver os melhores momentos na TV.. a não ser as decisões e clássicos né? hahahaha
    Muito ruim vc começa a assistir o jogo, às vezes o time tá perdendo, vc mesmo arretada não consegue parar de ver.. só se estressa e dorme tarde.. =)

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